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Investigação

Ex-chefe denunciado por mulheres em Salvador é indiciado por racismo

Mônica Freitas e Naiane Ferreira também afirmam que foram agredidas por Adalberto Argolo dos Santos em um centro empresarial

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Redação iBahia

10/01/2026 às 10:44 - há XX semanas
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A Polícia Civil (PC) concluiu o inquérito e indiciou o empresário Adalberto Argolo dos Santos por racismo qualificado, cometido por meio das redes sociais. Ele foi denunciado por duas ex-funcionárias, que relataram ter sido agredidas fisicamente e alvo de ofensas racistas online. O empresário, porém, nega as acusações.


					Ex-chefe denunciado por mulheres em Salvador é indiciado por racismo
Segundo vítimas, ex-patrão postou fotos das confraternizações comparando a cor das funcionárias. Foto: Reprodução / Redes sociais

Segundo Mônica Freitas e Naiane Ferreira, elas teriam sido agredidas pelo ex-chefe em um centro empresarial de Salvador, na terça-feira (6). Até o momento, ninguém foi preso.

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As mulheres trabalharam na empresa de Adalberto por pouco mais de um ano e relataram que, enquanto estavam no cargo, sofreram ameaças constantes. "Ele dizia que se a gente saísse da loja dele para trabalhar para outra pessoa, iria matar a gente, que não aceitava ser traído, que se estivéssemos desviando clientes ele iria se vingar. Toda reunião tinha ameaça", afirmou Mônica ao g1.

Há cerca de quatro meses, as funcionárias mudaram de emprego, mas continuaram frequentando o mesmo edifício comercial onde fica a sede da empresa do suspeito. De acordo com Naiane, mesmo após a saída, as intimidações continuaram nos corredores. Elas chegaram a cogitar registrar uma queixa na delegacia, mas desistiram por medo.

No fim de dezembro de 2022, duas fotos publicadas nas redes sociais chamaram atenção das ex-funcionárias. Nas imagens, o empresário comparou a equipe presente na confraternização de 2024 com a de 2025, afirmando que o "nível melhorou" após haver uma "clareada" na foto.

  • 2024 - "Não é a toa que Salvador é a cidade mais africana fora da África. Na confraternização de 2024, eu pensei que estivesse na Somália"
  • 2025 - "Hoje, na confraternização de 2025, o nível melhorou e muito! A foto deu uma boa clareada, é como se eu estivesse na Argentina"

Ao ver as postagens, Mônica e Naiane salvaram as fotos como provas. Ao ser procurado pela TV Bahia, o suspeito afirmou que as imagens são montagens. Na terça-feira, Mônica contou que caminhava pelo corredor do edifício com um cliente quando o ex-patrão esbarrou nela, dando início às agressões. "Ele falou que eu não trabalharia mais ali e que iria se vingar de mim", relatou a vítima.

Uma terceira mulher, filha do suspeito, também participou das agressões. Naiane disse que foi até o local ao ouvir a gritaria e, ao ver a amiga sendo agredida, entrou na confusão. "Levei um murro na cabeça e caí", recordou.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra a briga entre as mulheres e o ex-patrão em um centro empresarial em Salvador (BA). Segundo Adalberto Argolo, assim como as fotos, os vídeos teriam sido editados. Ele afirmou ainda que a confusão começou após sua filha ser agredida.


					Ex-chefe denunciado por mulheres em Salvador é indiciado por racismo
Confusão aconteceu em prédio comercial de Salvador. Foto: Reprodução / Redes sociais

Em nota, o condomínio repudiou qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres, e classificou o episódio como uma situação isolada. O órgão informou ainda que está à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos.

Em contato com a TV Bahia, Adalberto Argolo dos Santos reforçou que as imagens com conteúdo racista são montagens e que as denúncias são falsas. Sobre as agressões, declarou que elas ocorreram após a filha dele ter sido agredida.

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