O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a condenação do arquiteto e ex-BBB Felipe Prior a oito anos de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de estupro, nesta sexta-feira (23). O caso ocorreu em agosto de 2014, na cidade de São Paulo.

Segundo o g1, a decisão foi assinada pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca em 19 de dezembro. Por se tratar de uma decisão monocrática, ainda é possível apresentar recurso. O réu responde ao processo em liberdade. Procurada, a defesa de Prior informou que, por enquanto, “não irá se manifestar”.
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Em setembro de 2024, os desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo, ao analisarem um recurso apresentado pela defesa do ex-BBB, decidiram aumentar a pena de seis para oito anos, a ser cumprida em regime semiaberto.
Atualmente, Prior responde a quatro processos por estupro: dois já resultaram em absolvição, um teve a condenação mantida e outro ainda aguarda decisão da Justiça.

Crime de 2014
Na época dos fatos, Prior e a vítima moravam na Zona Norte da capital paulista e estudavam no mesmo campus da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Ele passou a oferecer caronas à jovem e a uma amiga em comum. De acordo com a decisão de primeira instância:
- Prior teria dado carona à vítima e a uma amiga após uma festa universitária, em agosto de 2014;
- Após deixar a outra colega em casa, seguiu em direção à residência da vítima;
- Em uma rua próxima ao local, teria começado a beijá-la e a puxá-la para o banco traseiro;
- Segundo a sentença, ele teria cometido o crime, e a vítima não conseguiu reagir porque estava alcoolizada.
Relembre outros casos
Processo pendente
Prior ainda aguarda julgamento de um quarto processo, que trata de uma denúncia de estupro ocorrida durante uma festa universitária em Biritiba Mirim, no interior de São Paulo, em 2018.
Absolvição em 2018
Em maio deste ano, a Justiça absolveu Prior da acusação de estupro durante o InterFAU, evento esportivo entre faculdades de Arquitetura, realizado em Itapetininga, em setembro de 2018.
Na denúncia, divulgada pelo g1 na época, a vítima afirmou que Prior se aproveitou de seu estado de embriaguez para cometer os atos, mesmo diante de seu choro.
Absolvição em 2025
Em dezembro do ano passado, Prior foi absolvido da acusação de estupro contra uma mulher em Votuporanga, no interior paulista, em fevereiro de 2015.
Ele havia sido condenado em primeira instância a seis anos de prisão. No entanto, os desembargadores entenderam que “não havia provas suficientes para sustentar a condenação” e decidiram pela absolvição.
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